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5 contributos da tecnologia digital no sector da logística

28 de setembro de 2021

5 contributions of digital technology in the logistics sector

Nunca antes foram entregues tantas encomendas na Terra, e os últimos meses acentuaram o fenómeno. Esta evolução da procura obriga o sector da logística a adaptar a sua organização para acompanhar a mudança. Já alerta para a transformação do sector numa quarta geração, torna-se necessário digitalizar as ferramentas logísticas para acompanhar o ritmo.

Perante um ambiente global cada vez mais volátil (VUCA), a digitalização já não é uma mera opção de otimização: é o motor da resiliência. As rupturas no abastecimento, a flutuação dos custos de transporte e as novas exigências ambientais levam os diretores de operações e os diretores de sistemas de informação a repensar os seus modelos. Como é que a tecnologia permite passar de um centro de custos reativo para um ecossistema preditivo e criador de valor? Descubra as 5 contribuições fundamentais do digital para revolucionar a gestão da sua cadeia de abastecimento.

1. Visibilidade e rastreabilidade de ponta a ponta

O primeiro desafio de uma cadeia de abastecimento moderna é quebrar os silos de dados. Historicamente fragmentada, a gestão da informação gera pontos cegos dispendiosos. A digitalização permite hoje criar uma torre de controlo virtual (Control Tower) que centraliza os dados em tempo real.

  • O caso de uso: O acompanhamento via IoT (Internet das Coisas), aliado à blockchain, permite garantir uma rastreabilidade infalível dos produtos, desde a fábrica até ao cliente final.
  • O impacto concreto: Os responsáveis podem antecipar os estrangulamentos nos fluxos logísticos, garantir a autenticidade das mercadorias e reagir instantaneamente em caso de recolha de produtos.

2. A IA ao serviço das previsões e da otimização de stocks

Acabaram-se os tempos em que se geria o aprovisionamento apenas com base no histórico de vendas. Hoje, a IA (Inteligência Artificial) e o Machine Learning cruzam milhões de variáveis: tendências de mercado, meteorologia, atualidade geopolítica e comportamento dos consumidores.

  • O impacto concreto: Estes algoritmos geram previsões da procura com uma precisão sem precedentes. Permitem uma otimização dinâmica dos stocks, reduzindo simultaneamente o excesso de stock (imobilização de capital) e as rupturas de stock (perda de volume de negócios). De acordo com estudos setoriais recentes, a IA aplicada aos inventários pode reduzir os custos de armazenamento em 15 a 20 %.

3. A automatização para uma gestão de operações sem atritos

A intervenção humana de baixo valor acrescentado é uma fonte de erros e atrasos. A automatização dos processos robotizados (RPA) e das tarefas repetitivas transforma a gestão das operações.

  • O caso de uso: A introdução de ordens de compra, a reconciliação de faturas ou ainda o acionamento de alertas de reabastecimento são geridos por workflows inteligentes.
  • O impacto concreto: As equipas no terreno e administrativas libertam-se de tarefas demoradas para se concentrarem na análise estratégica e na gestão de exceções. O próprio armazém torna-se «inteligente» com a integração de AGV (veículos de guia automática) ligados aos sistemas centrais.

4. Agilidade organizacional graças às plataformas no-code

As necessidades de negócio evoluem mais rapidamente do que os tempos de desenvolvimento informático tradicionais. Implementar uma plataforma evolutiva e modular tornou-se um imperativo de competitividade.

  • O impacto concreto: A integração de módulos no-code ou low-code permite aos responsáveis funcionais criar ou adaptar aplicações de gestão sem necessidade de codificação. Quer se trate de adicionar uma nova etapa de controlo de qualidade ou de alterar uma regra de expedição, esta abordagem oferece total flexibilidade. O tempo de comercialização (Time-to-Market) de novas soluções internas passa de vários meses para algumas semanas, ou mesmo alguns dias.

5. Uma alavanca imprescindível para uma logística sustentável

A pressão regulamentar (CSRD na Europa) e as expectativas dos consumidores exigem a medição e a redução da pegada de carbono. O digital é a ferramenta de diagnóstico e ação por excelência para construir uma logística sustentável.

  • O impacto concreto: A análise de dados permite otimizar os planos de rotas de transporte, maximizar a taxa de preenchimento dos camiões e minimizar os retornos em vazio. Os gémeos digitais (Digital Twins) simulam diferentes cenários de abastecimento para identificar o itinerário com menor emissão de CO2, respeitando simultaneamente os prazos de entrega.

Os dados, o novo combustível das suas operações

A integração das novas tecnologias na Cadeia de Abastecimento já não é uma questão de modernização informática, mas sim um desafio de sobrevivência estratégica. Da visibilidade em tempo real à inteligência artificial, passando por plataformas ágeis, o digital dota as empresas das ferramentas necessárias para antecipar em vez de sofrer. Os líderes de amanhã serão aqueles que souberam transformar a restrição operacional num ecossistema interconectado, sustentável e altamente resiliente.

FAQ: Digitalização da Cadeia de Abastecimento

O que é uma Cadeia de Abastecimento digital? É um ecossistema interconectado onde o conjunto de processos (abastecimento, armazenamento, transporte, entrega) é gerido e otimizado graças à recolha e análise de dados em tempo real.

Como é que o digital melhora a gestão de stocks? Graças à análise preditiva e à IA, os sistemas antecipam picos ou quedas na procura. Isto permite manter um nível de stock ideal no local certo, reduzindo assim os custos e os riscos de escassez.

Por que utilizar o no-code na gestão das operações logísticas? O no-code permite que as equipas operacionais (logísticos, responsáveis de armazém) personalizem as suas ferramentas e processos de trabalho de forma rápida e totalmente autónoma, sem depender de um longo ciclo de desenvolvimento informático.

Representation of the mobil and webstite Monstock solution

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A transformação digital obriga todos os intervenientes a adotar soluções ágeis (Smart Supply Chain) para se adaptarem rapidamente. Para alcançar uma elevada eficiência e expandir-se para novos espaços que não foram necessariamente pensados ou organizados para a sua atividade, é agora essencial digitalizar todos os processos.

A Monstock está atenta aos desafios e necessidades das empresas (rastreabilidade, cadeia de abastecimento alargada, controlo de fluxo, planeamento, inteligência artificial, etc.) e oferece uma solução digitalizada para a gestão de inventário e fluxo (Smart Supply Chain), que fornece uma solução completa e inovadora para satisfazer os seus clientes, parceiros e fornecedores.

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